sábado, 30 de abril de 2011

COMUNICADO:

Comunicamos a toda comunidade Unebiana do Campus XVIII de Eunápolis, que foi adiada a realização da calourada que aconteceria nos dias 28/29/ e 30 deste mês de abril devido a greve dos professores.

Enquanto não  marcarmos  nova data para calourada  divulgaremos   as marcas de nossos patrocinadores  neste blog. 

Contamos com a compreensão de todos e agradecemos  o apoio recebido.




quinta-feira, 28 de abril de 2011

Plantão do Comando de GREVE

Plantão do Comando de GREVE
(1° semana)



Manhã
Tarde
28/04 (quinta-feira)

Lilian, Itamar, Hilder
Ato no Campo Grande
29/04 (sexta-feira)
Naira, Elisa
Elisa, Aldrin, Paulo

02/05 (segunda-feira)
Cosme, Osmar, Adailton, Carla, Margarete.

10h – Reunião do Comando de GREVE
Cosme, Carla, Naira e Adailton
03/05 (terça-feira)
Hilder, Lilian, Adailton, Jairo
Elisa, Naira

04/05 (quarta-feira)
Hilder, Itamar, Márcia, Jairo
Socorro, Luciana, Sinoélia

05/04 (quinta-feira)
Márcia, Luciana, Sinoélia, Carla
Margarete, Socorro, Sinoélia, Joselito
06/04 (sexta-feira)
Luciana e Sinoélia
Sinoélia e Naira



Fonte: COMANDO DE GREVE

Palavras de vida fácil

Palavras de vida fácil
Fernando da Mota Lima

A semântica estuda o sentido das palavras, notadamente as modificações que sofrem ao longo do tempo. Adiantaria ainda, para os propósitos deste artigo, que também estuda as relações entre a linguagem, o pensamento e o comportamento, além das formas como este é influenciado pelas palavras. Há quem considere problemas dessa natureza dentro de uma perspectiva estreitamente gramatical. Reduzindo a linguagem a uma codificação abstrata, dissociam-na da realidade viva da língua perdendo assim de vista e de consciência o fato de que a língua existe para representar a realidade.É por isso que as pessoas podem chegar ao extremo de matar ou morrer por causa das palavras. No tempo das guerras religiosas, que banharam de sangue o solo de muitos países europeus, ser identificado como calvinista por um católico intolerante ou paranoico, e vice-versa, poderia significar morte certa. Na Alemanha nazista, o mero fato de ser judeu poderia significar condenação à morte, ou uma via crucis cujo fim seria o forno crematório. Logo, as palavras não são meras abstrações ou atividade anódina de gramáticos casmurros fiscalizando o uso impróprio da língua com o código em punho. Também a palmatória, fosse ainda este o tempo da palmatória..Foi-se a palmatória, outros meios repressivos de socialização, e na casa de mãe Joana desregulada por toda sorte de costumes, sobretudo dos maus, a semântica fatalmente saiu pelas esquinas da vida rodando a bolsinha. Do dia para a noite, quando não na mesma página da vida saltitante entre parágrafos de vida pouco recomendável, palavras de sentido consolidado e contornos precisos mudaram completamente de roupa, quando não simplesmente se despiram. Uma delas, em particular, de sólida tradição no léxico da filosofia política e da economia, não obstante saturada de ambiguidade, saltou dos códigos assépticos manuseados nos círculos intelectuais para a cama dos bordéis. Aludo, noutras palavras, ao termo liberal.O termo liberal encerra muitos significados, tantos que nem eles próprios, os liberais, se entendem. Se no contexto anglo-saxônico o liberal é identificado com alguém de esquerda, chegando no limite à adoção de políticas socialistas e libertárias, no contexto latino-americano esses sentidos se invertem ao ponto de o termo converter-se em insulto ideológico.Mas os tempos mudaram e mais que eles os costumes. Nos sites pornô, tipo Garota Nacional, liberal é agora outra coisa. Será acaso o tipo da prostituta que em tempos remotos “topava tudo”? Peço perdão por me valer de termos tão pouco elegantes, mas compreendam que opino apenas como leigo. Confesso não saber precisamente o que seja, pois há muito deixei de frequentar esses ambientes de vida fácil. Embora não tenha competência para opinar sobre o assunto, duvido que vida de prostituta tenha sido em algum momento ou lugar essa vida fácil que a mentalidade moralista cunhou e inseriu na cadeia dos lugares comuns da língua e da moralidade pública.É tão pouco fácil, diga-se, que não ousa dizer seu próprio nome. Pelos menos nos círculos da prostituição chique, das prostitutas que optam por entrar no fascinante mercado do consumo conspícuo pelo caminho mais curto e a porta mais larga. Como a profissão não é de todo recomendável, mesmo no reino da cultura da permissividade, as prostitutas já não são o que são ou eram. São agora modelo, acompanhante e até massagista, fato que com certeza tornou mais embaraçoso o exercício de uma profissão que, dentro dos seus limites convencionais, nunca foi da competência das garotas nacionais. Ponhamos também as estrangeiras. Trocando as linhas turvas nos termos da vida prática, se você é uma fisioterapeuta que também presta serviços de massagem em domicílio, pense duas vezes, preferivelmente três, antes de estampar na página de classificados um anúncio de massagista.A velhice também não ficou imune às mutações que a revolução dos costumes impôs à semântica. Se a ambição maior dos publicitários – corruptores por excelência não apenas dos consumidores, mas também da língua – é vender ilusão torcendo e retorcendo as palavras ao gosto do freguês, por que não suprimir do horizonte linguístico esse terror da cultura narcisista: a velhice? Portanto, doravante fica abolida a velhice. Como entretanto é biologicamente impossível aboli-la, troquemo-la por um termo ou expressão palatável, por uma outra cadeia de sons que funciona como um sopro de transfiguração da realidade, isto é, a velhice passa a ser terceira idade. Os mais exaltados, confiantes na desmedida do nosso antoengano, vão ao extremo de trocar a terceira idade, que pode sugerir um fim próximo aos mais impressionáveis, pela boa idade. Como os marcos temporais dessas novas categorias etárias não são delimitados, fica ao gosto do freguês precisar quando começa a terceira idade ou a boa idade.Já que o mundo anda mesmo de pernas para o ar, se é que há ainda quem tenha o pudor de não mostrar por aí o que ficava sempre encoberto por calças e vestidos, alguns dos termos que aqui aprecio acabam contaminando um ao outro. É o caso da cadeia lógica que associa termos como criança, adolescente, jovem, adulto, maduro, velho ou idoso. A invenção de neologismos como terceira idade e boa idade, como acima observei, borra as fronteiras temporais, quando não transborda ao capricho do interesse, da conveniência e até da inconveniência. Um idoso inconveniente, por exemplo, pode sem mais assediar uma gatinha, ou gatinho, confiante de que tem ainda idade e sobretudo permissividade para fazer o que noutros tempos seria intolerável. Os tempos sempre mudaram, volto a chover no molhado, mas agora os costumes mudam bem mais depressa. A semântica paga a conta e o o usuário criterioso da língua paga a conta, a taxa de juros e as sucessivas edições corrigidas dos dicionários.A coisa piora ainda mais, se isso é ainda possível, se saltamos do bordel dos costumes para a babel da política e da publicidade. Como o capitalismo, sobretudo o de timbre brasileiro, vende tudo, inclusive a mãe, para vender segurança, não raro insegurança, o publicitário espreme a semântica para dela extrair sentidos domesticadores escolando o usuário para a servidão. Nossa privacidade é agora filmada, rastreada, dissecada e estripada em todo o espaço social – do elevador ao vaso sanitário; da invasão dos que lutam para preservar sua liberdade à evasão dos que a esta renunciaram; da praça, que já foi do povo, à Internet. Tudo isso é tecnologicamente executado, monitorado e arquivado para em último caso ser usado como instrumento de violação da liberdade individual a pretexto de servir à nossa segurança, nosso narcisismo, nosso bem-estar, nossa felicidade e à mais alta glória de Deus, que evidentemente é fiel. Confesso não compreender bem o sentido desse slogan, mas suponho tratar-se de mercadoria dotada de extraordinária potência metafísica.Não obstante a discrição com que procuro viver minhas rotinas alheias à corrente ruidosa e até histérica da vida pública, sou controlado, fiscalizado, monitorado, taxado e intimidado numa sucessão de situações sociais que pouco diferem do inferno totalitário de Winston Smith, o protagonista do Big Brother. Conviria lembrar aos escravos do programa de TV homônimo que aludo ao romance de George Orwell, isto é, à obra original, libelo devastador contra o totalitarismo contemporâneo que acabou apropriado, ironia das ironias, pela cultura de massas da democracia em que vivemos. Como nunca assisti a um minuto desse fenômeno espantoso, não teria como sobre ele opinar baseado em evidências empíricas. Já que todavia não preciso beber o mar para saber que ele é salgado, sei desse programa o suficiente para afirmar que simboliza, entre outras coisas igualmente nefastas, uma das evidências exemplares da nossa servidão aos poderes do mundo.Odeio o servilismo inconsciente e passivo que se escuda na racionalização autocomplacente isentando-se assim de qualquer responsabilidade pela defesa da liberdade individual. Trocando isso em miúdos, quero dizer que todo ser humano, não importando a quanto desça na privação da sua liberdade, dispõe ainda de uma liberdade última e inalienável: a de preservar sua vida e dignidade ao preço de perder a própria vida, pois desta nenhum poder ou controle é proprietário. Trocando isso em miúdos mais práticos e amenos, nenhum poder me impõe o Big Brother e congêneres como instrumento de controle ou supressão da minha liberdade. Se dela no caso me privo, é simplesmente porque consinto em perdê-la, porque a defesa da minha liberdade individual é um peso que não tenho a integridade e a energia de suportar. Por isso docilmente me rendo aos poderes do mundo. Sei que eles são poderosos, o truísmo intencional vai apenas com o propósito de enfatizar que com o poder ninguém brinca, mas também sei que não são absolutos. Portanto, mesmo dentro de uma ordem totalitária resta-nos um grão de liberdade, uma franja de vida liberta dos poderes do mundo que nos oprimem.

Gente, prestigie nossos patrocinadores...


OTICA NOVO OLHAR...
 


COMUNICADO:

Prezados Unebianos,
Por conta da greve dos professores, não foi possível a realização da calourada. Esperamos poder anunciar nova data em breve.
Aos nossos patrocinadores, comunicamos que anunciaremos suas marcas  neste blog e como combinado, faremos a divulgação  de seus produtos quando acontecer a Calourada. Agradecemos a atençao e compreensão de  todos. 
Galera, prestigie estas marcas que colaboraram com o nosso evento:




Rua Landulfo Alves, 05 -  Eunápolis
Próximo ao SAC 73-0328102409






 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

EDUCAR É NÃO RECORRER À VIOLÊNCIA

EDUCAR É NÃO RECORRER À VIOLÊNCIA

Faz uns seis meses, por aí, publiquei um guest post de uma moça que apanhou dos pais (de classe média alta) durante toda sua infância e juventude. Algum tempo antes, na ocasião em que Lula defendeu o fim da palmada educativa como forma de educar os filhos, escrevi dois posts sobre o assunto. Não escondo minha posição: eu nunca apanhei dos meus pais e, se tivesse filhos, procuraria educá-los da mesma forma. Bater numa criança, que é menor que a gente, que depende da nossa proteção e definitivamente não precisa da nossa violência, pra mim é pura covardia.
Tenho bichinhos de estimação que eu amo de paixão, como se fossem filhos, desde 1985. E nunca, jamais, encostei a mão neles se não fosse pra dar amor e carinho. Muitas vezes eles agiram errado. Meu último cachorrinho, meu amado Hamlet, de vez em quando fazia xixi na nossa cama, e ele sabia que tinha feito algo errado, porque automaticamente se escondia (não porque batíamos nele, mas porque lhe dávamos bronca). E olha que dialogar com animais é bem mais difícil que dialogar com uma criança, que pelo menos fala a nossa língua.
Aproveitando a comparação com animais (que é melhor que comparar filho com ladrões e estupradores, como foi feito nos comentários do guest post), o argumento do Leo, de que a gente nunca sabe como vai reagir à pirraça de um filho, é um ótimo argumento pra NÃO bater numa criança. Leo afirmou com outras palavras que adultos batem não pra educar, mas por causa de descontrole emocional. Ora, faça curso de controle de raiva antes de ter filho, pô. Porque essa explicação do “Nunca se sabe como vamos reagir” serve pra justificar quem espanca (e até mata) a mulher. Perdeu o controle, entende? Crime passional.
Como disse a Ághata, “O que você ensina através da violência é a) noção de hierarquia, b) respeitar a lei do mais forte (manda quem pode, obedece quem tem juízo) e c) a violência não apenas é aceitável como faz parte das relações humanas (pode até ser um gesto de amor, oras!). Os argumentos a favor do uso da força são um tanto quanto emocionais, olha só: 'Se você tivesse filhos, entenderia...'/ 'Eu trabalho o dia inteiro...'/ 'Sempre apanhei dos pais e sou absolutamente normal' (Se você diz, eu acredito, ó.)/ 'Eu bato pro policial não bater depois!!'(Adoooro essa!)/ 'Se o meu filho fosse que nem o seu, um anjinho, eu não bateria! Acontece que ele não é...' (Por que será?)”.
Gostei também da provocação: se bater é tão bom pra corrigir crianças, por que não permitir que professor@s, e mesmo estranh@s na rua, batam também nos seus filhos? Ah sei, é porque essas pessoas não os amam. Mas você, que bate no filho de cinta, realmente o ama . E essa é a melhor maneira que você tem de demonstrar isso. Ué, quase todo pai que bate no filho o ama. Duvido muito que haja tantos sádicos que sintam prazer em bater. Os pais do guest post sem dúvida amavam a filha que traumatizaram com tanta violência. Apesar de amá-la, eles a jogavam no chão e a puxavam pelos cabelos. Os pais que sem querer mataram a filha na porrada não queriam matá-la, apenas educá-la. Então assuma que a palavrinha chave pra desvendar esse enigma ― por que não deixar que todos sentem a mão no seu filho? ― é essa, seu. É o sentimento de posse, de achar que o filho só pertence a você e a mais ninguém, e é a única coisa que você realmente tem no mundo. Logo, você pode fazer o que quiser com ele, e ninguém deve se meter. É sua propriedade, afinal. Sinceramente, acho esse tipo de pensamento assustador.
Atena também provocou: “Pelo que observo na minha família, geralmente os avós não batem nos netos (mesmo os que bateram nos filhos no passado) e têm uma paciência muito maior com estes. Que será que eles aprenderam nestes anos todos que os fizeram mudar de tática?” Ou será que é o sentimento de posse (pais certamente sentem-se mais donos de seus filhos que os avós), o poder absoluto, que corrompe absolutamente e incentiva a violência?
Concordo com o que muita gente disse: não bater numa criança não tem nada a ver com não punir. Sabe, achar que quem não bate não estabelece limites é meio que dizer que quem não acredita em deus não tem valores. Nada a ver. Pros pais que não veem alternativas pra violência, só posso dizer que tenho pena de vocês. E muito, muito mais pena dos seus filhos. E digo mais: se vocês baterem nos seus filhos e eu vir ou ouvir, eu denuncio. Vocês não têm direito de ser covardes com uma criança só porque ela é sua. O que vocês achariam de alguém que bate todo dia no cachorro que vive com ele? Pode, só porque é dele? É pra educá-lo?
As Supernannies de todos os países em que o programa é feito e exibido são um ótimo exemplo de que bater não educa. Todas as super babás repetem esse mantra, e ensinam a ter autoridade com os filhos sem precisar recorrer à violência. Esses programas são feitos por pedagog@s e psicólog@s. E tod@s são unânimes em dizer que bater em criança só faz mal. Mas, claro, os pais acreditam que sabem mais do que eles. E baseado em quê? Na educação retrógrada que tiveram. Revejam seus valores, pessoas. Só porque seus pais bateram em você não significa que eles estavam certos.
Quem pensa que bater é a única (ou a melhor) forma de educar não deveria ter filhos. Simples assim.
MATÉRIA PUBLICADA NO BLOG DA LOLA... GRANDE EDUCADORA.
 
 
NÃO PERCA A CALOURADA DA UNEB... PALESTRAS, SEMINÁRIOS, BARRAQUINHAS, XOTE, FORRÓ,  SAMBA  E SORTEIO DE BRINDES...

terça-feira, 26 de abril de 2011

A greve foi deflagrada....

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Reunidos em Assembleia Geral, na manhã de hoje, os professores da UNEB deflagraram greve por tempo indeterminado. Com a participação de 187 professores, apenas 30 votos foram contrários e 19 abstenções. A greve é pela retirada da cláusula da “mordaça” do acordo de incorporação da CET, que congela os salários dos professores por 4 anos, e pela revogação do decreto intervencionista de contingenciamento 12.583.
Fonte: ADUNEB

A Universidade do Recôncavo foi uma de muitas


Esse Lula...

O presidente Lula criou 14 universidades federais.

FHC, seis.

Clique aqui para ler a comparação entre o Presidente Lula e o FHC.
Uma das que o Lula fundou foi a do Recôncavo Baiano, tema deste artigo do deputado Emiliano José, do PT da Bahia, um dos articuladores da criação da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão – clique aqui para ler:

UFRB: sonho realizado


Por Emiliano José*


A Universidade Federal do Recôncavo (UFRB) é hoje uma impressionante realidade. Com pouco mais de cinco anos, já é parte da vida da Bahia e especialmente uma instituição que sacudiu a existência dos moradores do Recôncavo. Educação, cultura, desenvolvimento, crescimento econômico – a UFRB chegou para mostrar o quanto uma universidade traz de impactos positivos não só para os seus alunos, principais beneficiários dela, mas para toda a população.


Seus professores, funcionários e estudantes devem sentir-se justamente orgulhosos do que construíram até agora e têm a responsabilidade de seguir fazendo dela, cada vez mais, uma casa de ensino, pesquisa e extensão, e, também, uma casa da cidadania, porque a universidade, antes de tudo, antes de formar profissionais de qualidade para atuar no mercado, forma cidadãos conscientes de seus direitos e deveres com o seu País, com a humanidade. O Recôncavo hoje é outro com a presença da UFRB.


Amargosa, Cachoeira, Cruz das Almas, Santo Antonio de Jesus sentiram positivamente a presença da UFRB. Brevemente, Santo Amaro terá um campus também. E esperamos que outros município sejam também agraciados.


E eu me lembro que quando das primeiras discussões sobre a UFRB, havia os que, acostumados à paralisia em que vivia a Bahia com a oligarquia que nos dominava, diziam que aquilo era uma idéia impossível de se concretizar, o argumento costumeiro dos que pretendem barrar todos os sonhos. De fato, era um sonho ousado, pois queria a implantação de uma universidade multicampi, com presença em diversos municípios do Recôncavo e redondezas. Havia até os que concordavam com a criação da Universidade, mas que ela ficasse reduzida ao município de Cruz das Almas, onde já funcionava a Escola de Agronomia, vinculada à UFBA.


E o importante é que o surgimento da UFRB foi consequência de um impressionante processo de mobilização do povo de todo o Recôncavo e adjacências. Foram mais de 50 reuniões e audiências públicas, com a participação de milhares de pessoas. Tive a satisfação de participar de algumas delas. O atual reitor, Paulo Gabriel, foi uma das mais destacadas lideranças desse processo. Isso não podemos desconhecer por dever de justiça. A UFRB está apenas começando, mas, nesse começo, já é possível antever o destino de uma universidade capaz de participar ativamente das impressionantes e aceleradas transformações científicas, culturais, ambientais e sociais do mundo de hoje.


Tenho convicção de que a UFRB é uma espécie de despertar. A Bahia tem que continuar a luta para ter mais universidades federais. Minas Gerais, um estado muito assemelhado à Bahia em tamanho e população, já possui mais de dez universidades federais. A vida política anterior, com uma oligarquia paralisante e retrógrada, impediu que tivéssemos mais de uma universidade. A UFRB é a primeira integralmente baiana depois da UFBA. A Univasf, que surgiu antes, nós a dividimos com Pernambuco.


Queremos que aconteça logo a Universidade do Oeste. Estão sendo dados os primeiros passos para a implantação de um campus da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afrobrasileira (Unilab) em São Francisco do Conde. E por que não uma Universidade Federal do Sertão? Uma Universidade Federal da Chapada Diamantina? Uma Universidade Federal do Extremo Sul? Uma Universidade Federal do Vale do Paramirim? Uma Universidade Federal da Região Metropolitana? Uma Universidade Federal do Sudoeste?


Que se atenda às demandas dos quatro cantos da Bahia por novas universidades federais, para além da importância das universidades públicas estaduais, que também devem ser tratadas com imenso carinho. Alerto que isso só será possível com a mobilização da sociedade, tal e qual ocorreu com a criação da UFRB.


O reitor Paulo Gabriel e toda sua equipe, professores e funcionários, estão de parabéns pelo que construíram até agora e pelo que estão desenhando para o futuro. Mostraram que os sonhos só são realizáveis quando há os que lutam por eles. Lutaram o bom combate. E hoje o povo colhe os frutos. O povo do Recôncavo e de toda a Bahia. Os que apostaram na paralisia ficaram para trás.


*jornalista, escritor, deputado federal (PT-BA)