quarta-feira, 27 de abril de 2011

EDUCAR É NÃO RECORRER À VIOLÊNCIA

EDUCAR É NÃO RECORRER À VIOLÊNCIA

Faz uns seis meses, por aí, publiquei um guest post de uma moça que apanhou dos pais (de classe média alta) durante toda sua infância e juventude. Algum tempo antes, na ocasião em que Lula defendeu o fim da palmada educativa como forma de educar os filhos, escrevi dois posts sobre o assunto. Não escondo minha posição: eu nunca apanhei dos meus pais e, se tivesse filhos, procuraria educá-los da mesma forma. Bater numa criança, que é menor que a gente, que depende da nossa proteção e definitivamente não precisa da nossa violência, pra mim é pura covardia.
Tenho bichinhos de estimação que eu amo de paixão, como se fossem filhos, desde 1985. E nunca, jamais, encostei a mão neles se não fosse pra dar amor e carinho. Muitas vezes eles agiram errado. Meu último cachorrinho, meu amado Hamlet, de vez em quando fazia xixi na nossa cama, e ele sabia que tinha feito algo errado, porque automaticamente se escondia (não porque batíamos nele, mas porque lhe dávamos bronca). E olha que dialogar com animais é bem mais difícil que dialogar com uma criança, que pelo menos fala a nossa língua.
Aproveitando a comparação com animais (que é melhor que comparar filho com ladrões e estupradores, como foi feito nos comentários do guest post), o argumento do Leo, de que a gente nunca sabe como vai reagir à pirraça de um filho, é um ótimo argumento pra NÃO bater numa criança. Leo afirmou com outras palavras que adultos batem não pra educar, mas por causa de descontrole emocional. Ora, faça curso de controle de raiva antes de ter filho, pô. Porque essa explicação do “Nunca se sabe como vamos reagir” serve pra justificar quem espanca (e até mata) a mulher. Perdeu o controle, entende? Crime passional.
Como disse a Ághata, “O que você ensina através da violência é a) noção de hierarquia, b) respeitar a lei do mais forte (manda quem pode, obedece quem tem juízo) e c) a violência não apenas é aceitável como faz parte das relações humanas (pode até ser um gesto de amor, oras!). Os argumentos a favor do uso da força são um tanto quanto emocionais, olha só: 'Se você tivesse filhos, entenderia...'/ 'Eu trabalho o dia inteiro...'/ 'Sempre apanhei dos pais e sou absolutamente normal' (Se você diz, eu acredito, ó.)/ 'Eu bato pro policial não bater depois!!'(Adoooro essa!)/ 'Se o meu filho fosse que nem o seu, um anjinho, eu não bateria! Acontece que ele não é...' (Por que será?)”.
Gostei também da provocação: se bater é tão bom pra corrigir crianças, por que não permitir que professor@s, e mesmo estranh@s na rua, batam também nos seus filhos? Ah sei, é porque essas pessoas não os amam. Mas você, que bate no filho de cinta, realmente o ama . E essa é a melhor maneira que você tem de demonstrar isso. Ué, quase todo pai que bate no filho o ama. Duvido muito que haja tantos sádicos que sintam prazer em bater. Os pais do guest post sem dúvida amavam a filha que traumatizaram com tanta violência. Apesar de amá-la, eles a jogavam no chão e a puxavam pelos cabelos. Os pais que sem querer mataram a filha na porrada não queriam matá-la, apenas educá-la. Então assuma que a palavrinha chave pra desvendar esse enigma ― por que não deixar que todos sentem a mão no seu filho? ― é essa, seu. É o sentimento de posse, de achar que o filho só pertence a você e a mais ninguém, e é a única coisa que você realmente tem no mundo. Logo, você pode fazer o que quiser com ele, e ninguém deve se meter. É sua propriedade, afinal. Sinceramente, acho esse tipo de pensamento assustador.
Atena também provocou: “Pelo que observo na minha família, geralmente os avós não batem nos netos (mesmo os que bateram nos filhos no passado) e têm uma paciência muito maior com estes. Que será que eles aprenderam nestes anos todos que os fizeram mudar de tática?” Ou será que é o sentimento de posse (pais certamente sentem-se mais donos de seus filhos que os avós), o poder absoluto, que corrompe absolutamente e incentiva a violência?
Concordo com o que muita gente disse: não bater numa criança não tem nada a ver com não punir. Sabe, achar que quem não bate não estabelece limites é meio que dizer que quem não acredita em deus não tem valores. Nada a ver. Pros pais que não veem alternativas pra violência, só posso dizer que tenho pena de vocês. E muito, muito mais pena dos seus filhos. E digo mais: se vocês baterem nos seus filhos e eu vir ou ouvir, eu denuncio. Vocês não têm direito de ser covardes com uma criança só porque ela é sua. O que vocês achariam de alguém que bate todo dia no cachorro que vive com ele? Pode, só porque é dele? É pra educá-lo?
As Supernannies de todos os países em que o programa é feito e exibido são um ótimo exemplo de que bater não educa. Todas as super babás repetem esse mantra, e ensinam a ter autoridade com os filhos sem precisar recorrer à violência. Esses programas são feitos por pedagog@s e psicólog@s. E tod@s são unânimes em dizer que bater em criança só faz mal. Mas, claro, os pais acreditam que sabem mais do que eles. E baseado em quê? Na educação retrógrada que tiveram. Revejam seus valores, pessoas. Só porque seus pais bateram em você não significa que eles estavam certos.
Quem pensa que bater é a única (ou a melhor) forma de educar não deveria ter filhos. Simples assim.
MATÉRIA PUBLICADA NO BLOG DA LOLA... GRANDE EDUCADORA.
 
 
NÃO PERCA A CALOURADA DA UNEB... PALESTRAS, SEMINÁRIOS, BARRAQUINHAS, XOTE, FORRÓ,  SAMBA  E SORTEIO DE BRINDES...

terça-feira, 26 de abril de 2011

A greve foi deflagrada....

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Reunidos em Assembleia Geral, na manhã de hoje, os professores da UNEB deflagraram greve por tempo indeterminado. Com a participação de 187 professores, apenas 30 votos foram contrários e 19 abstenções. A greve é pela retirada da cláusula da “mordaça” do acordo de incorporação da CET, que congela os salários dos professores por 4 anos, e pela revogação do decreto intervencionista de contingenciamento 12.583.
Fonte: ADUNEB

A Universidade do Recôncavo foi uma de muitas


Esse Lula...

O presidente Lula criou 14 universidades federais.

FHC, seis.

Clique aqui para ler a comparação entre o Presidente Lula e o FHC.
Uma das que o Lula fundou foi a do Recôncavo Baiano, tema deste artigo do deputado Emiliano José, do PT da Bahia, um dos articuladores da criação da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão – clique aqui para ler:

UFRB: sonho realizado


Por Emiliano José*


A Universidade Federal do Recôncavo (UFRB) é hoje uma impressionante realidade. Com pouco mais de cinco anos, já é parte da vida da Bahia e especialmente uma instituição que sacudiu a existência dos moradores do Recôncavo. Educação, cultura, desenvolvimento, crescimento econômico – a UFRB chegou para mostrar o quanto uma universidade traz de impactos positivos não só para os seus alunos, principais beneficiários dela, mas para toda a população.


Seus professores, funcionários e estudantes devem sentir-se justamente orgulhosos do que construíram até agora e têm a responsabilidade de seguir fazendo dela, cada vez mais, uma casa de ensino, pesquisa e extensão, e, também, uma casa da cidadania, porque a universidade, antes de tudo, antes de formar profissionais de qualidade para atuar no mercado, forma cidadãos conscientes de seus direitos e deveres com o seu País, com a humanidade. O Recôncavo hoje é outro com a presença da UFRB.


Amargosa, Cachoeira, Cruz das Almas, Santo Antonio de Jesus sentiram positivamente a presença da UFRB. Brevemente, Santo Amaro terá um campus também. E esperamos que outros município sejam também agraciados.


E eu me lembro que quando das primeiras discussões sobre a UFRB, havia os que, acostumados à paralisia em que vivia a Bahia com a oligarquia que nos dominava, diziam que aquilo era uma idéia impossível de se concretizar, o argumento costumeiro dos que pretendem barrar todos os sonhos. De fato, era um sonho ousado, pois queria a implantação de uma universidade multicampi, com presença em diversos municípios do Recôncavo e redondezas. Havia até os que concordavam com a criação da Universidade, mas que ela ficasse reduzida ao município de Cruz das Almas, onde já funcionava a Escola de Agronomia, vinculada à UFBA.


E o importante é que o surgimento da UFRB foi consequência de um impressionante processo de mobilização do povo de todo o Recôncavo e adjacências. Foram mais de 50 reuniões e audiências públicas, com a participação de milhares de pessoas. Tive a satisfação de participar de algumas delas. O atual reitor, Paulo Gabriel, foi uma das mais destacadas lideranças desse processo. Isso não podemos desconhecer por dever de justiça. A UFRB está apenas começando, mas, nesse começo, já é possível antever o destino de uma universidade capaz de participar ativamente das impressionantes e aceleradas transformações científicas, culturais, ambientais e sociais do mundo de hoje.


Tenho convicção de que a UFRB é uma espécie de despertar. A Bahia tem que continuar a luta para ter mais universidades federais. Minas Gerais, um estado muito assemelhado à Bahia em tamanho e população, já possui mais de dez universidades federais. A vida política anterior, com uma oligarquia paralisante e retrógrada, impediu que tivéssemos mais de uma universidade. A UFRB é a primeira integralmente baiana depois da UFBA. A Univasf, que surgiu antes, nós a dividimos com Pernambuco.


Queremos que aconteça logo a Universidade do Oeste. Estão sendo dados os primeiros passos para a implantação de um campus da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afrobrasileira (Unilab) em São Francisco do Conde. E por que não uma Universidade Federal do Sertão? Uma Universidade Federal da Chapada Diamantina? Uma Universidade Federal do Extremo Sul? Uma Universidade Federal do Vale do Paramirim? Uma Universidade Federal da Região Metropolitana? Uma Universidade Federal do Sudoeste?


Que se atenda às demandas dos quatro cantos da Bahia por novas universidades federais, para além da importância das universidades públicas estaduais, que também devem ser tratadas com imenso carinho. Alerto que isso só será possível com a mobilização da sociedade, tal e qual ocorreu com a criação da UFRB.


O reitor Paulo Gabriel e toda sua equipe, professores e funcionários, estão de parabéns pelo que construíram até agora e pelo que estão desenhando para o futuro. Mostraram que os sonhos só são realizáveis quando há os que lutam por eles. Lutaram o bom combate. E hoje o povo colhe os frutos. O povo do Recôncavo e de toda a Bahia. Os que apostaram na paralisia ficaram para trás.


*jornalista, escritor, deputado federal (PT-BA)

Em Eunápolis...

Queridos companheiros, colegas, conhecidos, compartilho com todos, o CONSTRANGIMENTO HOMOFÓBICO, e IMORAL ocorrido comigo e com a minha namorada, gostaria de compartilhar, visando a solidariedade de muitos e a união de outros contra a HOMOFOBIA, e a favor da TÃO ESPERADA CRIMINALIZAÇÃO da HOMOFOBIA!

ATENCIOSAMENTE,
ROBERTA MACEDO.
 
Senhores responsáveis pela expresso brasileiro, do extremo sul da Bahia, especificamente entre Porto Seguro e Eunápolis, estou aqui para expor meu profundo ressentimento quanto aos serviços da empresa, mediante a atitudes de funcionários, tomadas com a minha pessoa.
Ontem, dia 23/04/2010 estávamos eu e minha namorada, seguindo até a cidade de Porto Seguro-BA, para uma festa, no entanto decidimos ir mais tarde, pois a EXPRESSO BRASILEIRO, teria horários que viabilizariam melhor nossos horários, pegamos então o ônibus das 20:30h, caso contrário, somente pegaríamos o ônibus das 22:30h, foi quando compramos nossas passagens, TEMOS EM MÃOS, e seguimos até o cobrador, o SR.  Fábio Costa, que ao nos avistar, riu ironicamente, comentou algo com uns possíveis colegas, sendo um deles o motorista do ônibus, 5335, e ao chegarmos perto, ele morde os lábios pede as passagens, olha para minha namorada ainda com um riso ironico, e impõe que a mesma APRESENTE A IDENTIDADE, seguido de um possível GATINHA. Ex: "E VC "GATINHA" MOSTRE AÊ SEU R.G"? Depois desse episódio, extremamente desconfortável, perguntamos o porque, da ironia, e o GATINHA seguido? O mesmo se precipita, e diz que: "NÃO PODERÍAMOS VIAJAR NAQUELE ÔNIBUS", alegando que pela nossa indagação: "teríamos possivelmente o ofendido",e passa assim episódios de profundo constrangimento, ele entra na frente do ônibus, desliga-o, e eu tento entrar quando o mesmo se põe na frente, eu consigo entrar em trocas de empurrões, mas o motor do veículo encontra-se desligado, ele continua aos gritos de ofensas, e eu desço por estar EXTREMAMENTE ENVERGONHADA, CONSTRANGIDA, e pergunto se podemos seguir viagem, ele IMPÕE que: "VOCÊS NÃO VIAJARAM NESTE ÔNIBUS", referindo-me a ele da mesma forma que o mesmo se referiu a minha namorada no início do tumulto, digo: ""GATO", E AÊ? PODEMOS SEGUIR VIAGEM?" ele se altera ainda mais e grita: "VOCÊ ME RESPEITE, NÃO ME CHAME ASSIM", minha namorada também desce do veículo, e permanece os gritos, ele diz que passa a gravar a conversa, e entra na frente do veículo, IMPONDO: "RAPAZ, VOCÊS NÃO ENTRAM NESTE VEÍCULO", e eu tento entrar mais uma vez, e PERPETUA A TROCA DE EMPURRÕES, no qual eu diria SER MUITO OFENSIVO, o fato de um SR. DO PORTE DO SR. FÁBIO COSTA, apanhar de uma mulher, no qual ele também empurra para que não pudesse entrar no veículo, 5335, em seguida ele passa a GRITAR, dizendo: "ELA ESTÁ ME BATENDO". E segue um cenário de constrangimentos, ofensas, gritos, etc...Eu peguei meu celular, e pedi que a polícia pudesse ir até o local. Quando o Sr. Fábio Costa, vê que a polícia está a caminho, começa a IMPOR: "QUE EU O PEÇA DESCULPAS, MAS QUE MESMO ASSIM NÃO VIAJARIA NAQUELE ÔNIBUS" e diz mais uma vez que esta gravando toda a confusão, argumentando aos gritos: "QUE TERÍAMOS O OFENDIDO".  O motorista, como forma de ajudar a solucionar o problema toma a frente e diz: "AMBOS SE PRECIPITARAM, O MEU COLEGA, CHAMA POR GATINHA DESSA FORMA, TODAS AS PASSAGEIRAS, É A FORMA DE "TRABALHO" DELE. VAMOS SEGUIR E ESQUECER ISTO!". E outros funcionários da EXPRESSO BRASILEIRO DE EUNÁPOLIS-BA, saem do guichê, e pede para que o SR. Fábio Costa, siga a viagem, e esqueça isto!
Contudo, me chamo Roberta Macedo, sou natural de SP, estudante da Universidade do Estado da Bahia, sou ex professora do Estado, atualmente ainda funcionária do Estado pela Universidade do Estado da Bahia, sou lésbica, masculina, o qual eu sugiro, que foi o motivo que o SR FÁBIO COSTA, tenha achado engraçado e riu ironicamente ao me ver aproximando. Porém, não sei o motivo que tenha o levado a agir daquela forma, nem que liberdade ele tenha encontrado, para chamar a minha namorada de "GATINHA", uma vez que ele sentiu-se EXTREMAMENTE OFENDIDO, quando o chamei pelo mesmo termo.  Enfim, depois de muitos constrangimentos, seguimos, ele assinou a minha passagem, e a da minha namorada a SR. Tainã do Nascimento Silva, 25 anos de idade. Parando em um outro ponto, a cidade da redondeza, Vera Cruz, sobem duas aparentemente adolescentes, sem nenhuma exigência, que prove que as mesmas eram maiores, uma vez que aparentavam mesmo SER ADOLESCENTES.
Exijo, que os responsáveis da empresa tomem as devidas providências, que EU, como cidadã, deste país e desta cidade, ainda em processo de crescimento, tomarei as minhas!
Desde já, agradeço e espero o mais breve possivel, um retorno, por parte dos orgãos responsáveis!

Atenciosamente,
Roberta Macedo.

O CASO McDONNALD'S

NA SOCIEDADE DO CADA UM POR SI E NINGUÉM PELA TRAVESTI

A transgênero Chrissy em entrevista dias depois do ataque

É o assunto do momento: o vídeo de uma transgênero que foi atacada por duas moças (uma de apenas 14 anos; outra de 18) num McDonald's em Baltimore, no estado americano de Maryland. As imagens, feitas através do celular de um dos funcionários (que foi demitido pela empresa) na segunda passada, são realmente perturbadoras. (Atenção: o título acima é mais pra rimar mesmo. A palavra transgênero engloba transexuais e travestis. Aparentemente, a transgênero agredida era transexual. Saiba a diferença. E, antes de eu continuar, sim, é revoltante que as agressoras sejam mulheres e negras. Mas infelizmente só ser parte de minorias não faz ninguém menos preconceituoso).
Só um gerente tentou afastar as garotas que esmurravam e chutavam a transexual. Os outros funcionários apenas assistiram à cena (dá pra ouvir algumas risadas), sem fazer nada. Mais pra frente no vídeo uma senhora interfere, impedindo que o ataque continue. Só quando a trans tem (ou finge ter, de acordo com o rapaz que filmou o vídeo) uma convulsão é que as moças são postas pra fora da lanchonete –- e isso para que não sejam presas pela polícia, que estava a caminho. O rapaz que fez o vídeo depois justificou no Facebook, “Aquela não era uma mulher que estava sendo espancada. Era um homem, vestido de mulher”. Também foi dito que a trans era prostituta, então tudo bem (lembra dos filhinhos de papai no Rio que espancaram uma empregada doméstica num ponto de ônibus e mais tarde disseram que pensavam que era uma prostituta? Ou os riquinhos de Brasília que queimaram um índio achando que ele era um mendigo? Igual).
Parece que o que originou o ataque das duas jovens foi que a transexual (igualmente jovem, de 22 anos) usou o banheiro feminino, o que rendeu uma discussão verbal. Algo banal assim.
Quer dizer, banal pra qualquer pessoa de bom senso. Pelo jeito, pra muitos héteros, a principal preocupação com transexuais e travestis é “Oh meu deus, que banheiro ele [porque, pra um hétero, se alguém nasceu homem, nunca deixa de ser homem] vai usar?!”. Eu lembro de um período em que vivi nos EUA e, sei lá por que cargas d'água, só se falava nisso. E eu pensava, pô, até parece que banheiro público é realmente público. Eu tenho um vaso sanitário e uma porta só pra mim, e não dou a mínima se a pessoa ao meu lado nasceu mulher, virou mulher, vai virar mulher, ou apenas se veste como mulher. Isso não interfere em nada na minha vida. Não interfere nem na minha ida ao banheiro.
É claro que atacar uma transgênero constitui crime de ódio. Ela foi atacada apenas por ser trans. Crimes de ódio contra transexuais e travestis são muito comuns. Fiquei chocada outro dia ao ver no Conexão Repórter (sobre homofobia) como as travestis são rotineiramente ameaçadas. Ano passado 110 delas foram mortas enquanto se prostituíam. É no contato com o cliente que são esfaqueadas, atropeladas ou alvejadas por tiros. Diz a reportagem: “Constatamos que não há travesti que não tenha relatos de violência motivados pelo preconceito”. E não é preciso nem dizer que pra essa gente não existe proteção policial. Pelo contrário, aliás.
Não sei ao certo se a indiferença dos clientes e funcionários do McDonald's (teria sido diferente em outra loja?) diante do ocorrido tenha sido apenas pela vítima ser transexual. Pra ser franca, numa única (e espero que última) vez na vida me meti numa briga física. Eu tinha 14 ou 15 anos e estava num fliperama em Búzios. Uma mulher, adulta, que tinha sido empregada na casa dos meus pais, e demitida por um suposto furto, já entrou no fliperama me batendo. Seguiu-se uma briga feia, com nós duas rolando no chão e uma arrancando o cabelo da outra e se arranhando. Demorou uma eternidade até que alguém nos apartasse. Naquela época (antes da metade dos anos 80) não havia celular, e muito menos celular com câmera. Se houvesse, nossa briga estaria no YouTube em questão de minutos. Colocada lá por alguém que preferisse filmar do que encerrar a briga.
Então não acho que seja de hoje que as pessoas ficam insensíveis e distantes diante da tragédia alheia. Eu já fui assaltada à plena luz do dia por um grupo de trombadinhas na saída de um metrô em SP. Todo mundo passava, olhava, e ninguém se intrometia. As pessoas acham que aquilo não têm nada a ver com elas. É o mesmo princípio do velho (e altamente danoso) “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” que a gente conhece tão bem.
No entanto, se alguém é agredido dentro de um estabelecimento comercial, esse estabelecimento -– no caso, o McDonald's -– tem responsabilidade pela segurança de seus clientes. Imagino, inclusive pelo relato do rapaz que filmou a cena, que se fosse uma outra mulher sendo atacada, e não uma transexual, os funcionários teriam interferido. E se você fosse um(a) cliente lá, o que teria feito? No mínimo o óbvio, certo? Que é chamar a polícia imediatamente. (Agora lembrei da moça que foi mantida em cativeiro durante anos na Áustria. Quando ela conseguiu fugir e pediu ajuda, as pessoas se negaram a fazer uma mera ligação pra polícia).
Ano passado falei de uma experiência feita num programa de TV americano chamado What Would You Do? (O Que Você Faria?). Uma mulher com marcas de violência doméstica entrava num restaurante, e logo depois vinha um homem, que passava a ameaçá-la e humilhá-la. Não fez grande diferença a atriz ser branca ou negra -– em ambos os casos clientes tentaram defender a vítima. Mas a história foi completamente diferente dependendo da roupa que a atriz vestia. Se ela usava roupas mais “ousadas”, @s clientes a sua volta pensavam que ela era prostituta e o agresssor, um gigolô. E não se metiam. Apenas pela roupa que a mulher estava vestindo, já faziam todo um julgamento de valor a respeito dela. E decidiam se ela era ou não digna de ajuda e compaixão.
Pelo jeito, funcionários e clientes fizeram esse mesmo julgamento no McDonald's em Baltimore, na semana passada. E chegaram à conclusão que transgêneros não merecem piedade.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

ABAIXO-ASSINADO.

Já está circulando no Campus XVIII,  um abaixo-assinado  reivindicando melhorias no entorno do Campus, como acessibilidade, iluminação, ônibus e segurança e que   será protocolada na Promotoria.  
É importante que toda comunidade participe deste movimento assinando o documento. Vamos nessa  pessoal, correr atrás de nossos desejos.
Saudações Unebianas...

Convite aos Artistas Plásticos da Costa do Descobrimento

Convite aos Artistas Plásticos da Costa do Descobrimento


 Em comemoração ao dia do  Artista Plástico  o Centro de Cultura de Porto Seguro, propõe uma mostra coletiva de artes plásticas da Costa do Descobrimento, que serão expostas de 09 de maio à 09 de junho de 2011.Sua colaboração será uma grande contribuição para o  enriquecimento do evento. Serão expostas 04 obras por artista.


*O Dia do Artista Plástico foi escolhido como uma homenagem ao pintor José Ferraz de Alencar Junior, nascido no dia 08 de maio de 1851, na cidade de Itu, estado de São Paulo. Almeida Junior teve uma carreira rica, estudou na Academia Imperial de Belas-Artes, onde foi aluno de Victor Meireles. Obteve, também, formação na Escola Superior de Belas-Artes de Paris e faleceu, tragicamente, no dia 13 de novembro de 1899, em Piracicaba-SP.


Data: 09 de Maio  á 09 de junho de 2011

Local :  Centro de Cultura de Porto Seguro.
 Já temos confirmados os  artistas  Elon Cerqueira, Keko Valenzuela, Miranda, Geraldo Casado, Rosa Harllet, Bernadeth Varela entre outros.

Espero poder contar com a participação de todos!

Desde já agradecemos

Coordenação Centro de Cultura

 Miriam Silva